Olá, é um prazer ter sua companhia !

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."

( Carlos Drummond de Andrade )


quarta-feira, 24 de junho de 2009

SAÚDE E EDUCAÇÃO

SAÚDE

Não é burrice, nem preguiça!

Seu filho não copia direito os textos da lousa? Tem dificuldade para entender o que o professor fala? O que parece preguiça pode ser um problema de saúde que afeta o rendimento escolar

Texto
Amanda Polato

Foto: Tatiana Cardeal
Foto: Óculos

É importante que as mães levem seus filhos regularmente ao médico para detectar possíveis distúrbios logo cedo

Uma dorzinha no ombro, um apertar de olhos para copiar a matéria da lousa ou uma enorme dificuldade para se concentrar. Esses sintomas tão banais, que costumam passar despercebidos por pais e professores, são sinais de problemas que podem afetar o rendimento escolar do seu filho.

A maioria dos distúrbios relacionados aos sentidos (como visão e audição), ao movimento e à atenção interferem diretamente no aprendizado. "É importante levar as crianças regularmente ao médico, para acompanhar o desenvolvimento e detectar algo anormal logo cedo", sugere o pediatra Fábio Ancona Lopez, da Universidade Federal de São Paulo.

Com 1 ano de idade, os pequenos devem ir mensalmente ao pediatra; no segundo ano de vida, de três a quatro vezes por ano. Se você tiver filhos maiores, leve-os ao médico uma vez por ano. Será que não está na hora de levar seu filhote para fazer um check-up? Levantamos com os especialistas Alberto Gallo Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier; Fábio Ancona Lopez, pediatra da Unifesp; Francisco Guarniero, psiquiatra; e Susi Mary de Souza Fernandes, fisioterapeuta da Universidade Presbiteriana Mackenzie 6 problemas de saúde que atrapalham na escola:


Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Dificuldade para copiar da lousa
Pode ser - Miopia

Sinais - A criança não consegue enxergar de longe e aproxima o rosto do caderno para ler ou escrever. É muito raro uma criança reclamar disso, porque tudo parece normal para ela - como sempre foi.

O que fazer - Coloque um cartaz com algo escrito e afaste-o do seu filho. Se você conseguir ler e ele não, leve-o ao oftalmologista.
2. Tropeços e falta de habilidade nos esportes
Pode ser - Astigmatismo

Sinais - Seu filho vê as imagens distorcidas, quer estejam próximas ou afastadas dele. Em casos mais sérios, a visão fica borrada. Essa alteração pode estar presente já nos primeiros anos de vida ou se manifestar com o crescimento da criança.

O que fazer - Toda criança precisa fazer um exame básico de visão quando tiver entre 4 e 5 anos.
3. Letra ruim ou esforço para escrever
Pode ser - Hipermetropia

Sinais - O aluno tem muita dificuldade para enxergar de perto. Por não conseguir focalizar palavras escritas, seu filho pode sentir desconforto e até dor de cabeça. A hipermetropia Pode ser - diagnosticada por um médico logo nos primeiros anos de vida.

O que fazer - Leve seu filho ao oftalmologista para um teste inicial e sempre que ele passar por dificuldades para ler ou escrever.
4. Desatenção e dor de ouvido
Pode ser - Infecção

Sinais - Geralmente depois de gripes ou resfriados, a criança ouve menos e sente febre e desconforto. Em alguns casos, o ouvido fica com pus. É um problema muito comum na infância.

O que fazer - Leve-o ao pediatra. Esse especialista poderá encaminhar seu filho a um otorrinolaringologista, médico que trata problemas de nariz, ouvido e garganta.
5. Cansaço e má postura
Pode ser - Escoliose

Sinais - Dores no braço, na mão, no ombro ou no quadril indicam que uma das partes do corpo está sofrendo mais pressão do que outra. A causa Pode ser - um desvio na coluna. Em geral, esses problemas aparecem por causa da má postura.

O que fazer - Deixe a criança sem camisa, com as costas numa parede. Se um ombro estiver mais alto que o outro, leve-a ao ortopedista.
6. Agitação constante ou desatenção

DICAS DO BLOG DA SOLANGE

Especial Inclusão da revista Nova Escola

Apesar de avançada no país, a inclusão ainda gera dúvidas nos professores. Para suprir essa demanda, NOVA ESCOLA produziu uma edição especial sobre o tema. A revista traz uma reportagem sobre as diferentes deficiências, além de outra sobre como diagnosticar e avaliar os alunos. Além disso, trará texto sobre como flexibilizar o tempo, o espaço, o conteúdo e os recursos e um encarte especial com planos de aula de todas as disciplinas. A revista chega às bancas dia 6 de julho, por 4,90 reais.

Leia também:
-Mente Estimulada

JUNHO - FESTA JUNINA!

Como fazer uma festa junina tradicional

Festa Junina nota 10

Quadrilha Junina
Apresentação de uma quadrilha, atração da festa de São João, no Parque do Povo, em Campina Grande, PB. Foto de Bia Parreiras

Minha mãe sempre implicou com aquelas pintinhas chistosas feitas nas bochechas das crianças. Achava que enfeiava e não deixava a gente fazer igual. Vestíamos os vestidinhos de chita colorida, o chapéu com as duas trancinhas, passávamos um batom clarinho mas as tais pintinhas eram proibidas. E ponto.

Ao ler a reportagem produzida pelo repórter Camilo Gomide fiquei feliz. Deu um novo significado ao ato vaidoso da minha mãe: caipira não é igual a bicho do mato. Achei importante passar isso à minha filha e entendi porque a nova escola dela não obriga as crianças a vestirem os trajes jacus, de combinações esdrúxulas. Expliquei para ela a origem da festa (como li na reportagem) e me prometi que no ano que vem vou pesquisar mais. Ela não fez as pintinhas, nem pintou o dente de preto. Mas brincou das brincadeiras do antão. Dançou quadrilha comigo, com os amigos e com os pais dos amigos. E comeu pé-de-moleque, milho cozido, doce de abóbora e outras delícias típicas feitas em casa.

A importância disso? Além da farra, que festa é sempre festa, fiquei feliz de lembrar das coisas que brincava e cantava quando criança -- que eram as mesmas coisas que minha mãe brincava e minha avó e a avó dela. Fiquei feliz de ver minha filha nessa roda que resgata a nossa cultura. Além disso, é sempre bom ver de perto e de maneira descontraída o carinho com que os professores tratam nossos filhos. Eles são nossos parceiros nessa jornada pela Educação deles não é mesmo?

Para você que adora festas juninas, seguem algumas dicas de bons "arraiás":

Festa:
Arraial de Belô
Onde: Regional Pampulha, em Belo Horizonte, MG
Quando: De 20 de Junho a 19 de Julho

Mais informações: http://www.belotur.com.br/por/noticia.php?chave=notUf7O90

Festa: III Encontro de Cultura Caipira do CDC Tide Setubal
Onde: R. Mário Dallari, 170, Jardim São Vicente - São Miguel Paulista
São Paulo - SP
Quando: 26, 27 e 28 de Junho
Mais informações: http://www.ftas.org.br/ftas/site.php?mdl=cdc&op=lercdc&id=11

Festa: Arraial de Todos os Santos
Onde: CENTUR - Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Av. Gentil Bittencourt, 650
Quando: De 17 a 29 de Junho
Mais informações: http://www.fcptn.pa.gov.br/noticia.php?codigo=468

ALFABETIZAÇÃO

A aprendizagem nunca termina

Esta é a opinião da psicóloga Telma Weisz, que vê a aquisição do sistema de escrita como um processo contínuo

Texto
Meire Cavalcante e Juliana Bernardino (edição)

Foto: Rogério Albuquerque
Telma Weisz

A psicóloga Telma Weisz

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Doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo, Telma Weisz foi a criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), lançado em 2001 pelo Ministério da Educação. Hoje coordena um programa semelhante, o Letra e Vida, na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Referência em alfabetização, Weisz acredita que formar leitores e gente capaz de escrever é uma tarefa de todos da escola: coordenadores, gestores e professores de todas as séries e disciplinas. "Eu diria que leitura e escrita são o conteúdo central da escola e têm a função de incorporar a criança à cultura do grupo em que ela vive".

Os pais também não podem permanecer alheios, e devem ler todos os dias para as crianças. "Quem passa a primeira infância ouvindo leituras interessantes se apropria com mais facilidade da linguagem escrita", defende a especialista. Na entrevista a seguir, Telma Weis fala também da responsabilidade da escola para combater o analfabetismo funcional e da diferença entre alfabetização e letramento.

Leia também: Dicas de alfabetização

ALFABETIZAÇÃO

9 respostas sobre alfabetização

Por onde começar? Quando meus alunos precisam estar alfabetizados? Pode-se alfabetizar na Educação Infantil? Tire estas e outras dúvidas sobre alfabetização


Foto: Stock
menino escrevendo

Estimular a leitura é o primeiro passo para incentivar a escrita

Inserir todas as crianças de seis anos em um ambiente alfabetizador foi um dos principais objetivos da aprovação do Ensino Fundamental de 9 anos, em fevereiro de 2006. A medida beneficiou crianças que não tinham acesso à Educação Infantil, ficando, muitas vezes, completamente distantes da cultura escrita - o que poderia representar um obstáculo para a sua experiência futura de alfabetização.

Apesar de a medida ser um passo importante, Telma Weisz, criadora do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (Profa), do Ministério da Educação, acredita que ainda há muito a aprimorar na questão da alfabetização, sobretudo porque a tarefa não é apenas dos professores das séries iniciais. "Estamos sempre nos alfabetizando, a cada novo tipo de texto com o qual entramos em contato durante a vida", afirma.

Por essa razão, tratar leitura e escrita como conteúdo central em todos os estágios é a maior garantia de sucesso que as escolas podem ter para inserir os estudantes na sociedade. É o que fazem muitas professoras de 1ª a 4ª série de Catas Altas (MG), capacitadas pelo Programa Escola que Vale. Mesmo recebendo crianças que não nunca tiveram contato com o chamado mundo letrado antes da 1ª série, os educadores conseguem alfabetizar ao final de um ano.

"Um fator determinante para a alfabetização é a crença do professor de que o aluno pode aprender, independentemente de sua condição social", diz Antônio Augusto Gomes Batista, diretor do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. Esse olhar do docente abre as portas do mundo da escrita para os que vêm de ambientes que não ofereceram essa bagagem.

No município de São José dos Campos (SP), professores de Educação Infantil tentam evitar essa defasagem, lendo diariamente para os pequenos. Assim, por meio de brincadeiras, criam situações das quais a língua escrita faz parte. Já em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, duas especialistas de Língua Portuguesa e Ciências tiveram de correr atrás do prejuízo com turmas de 5ª série que ainda apresentavam problemas de escrita. Para isso, aliaram muita leitura a um trabalho sobre prevenção à aids, que fazia sentido para eles e tinha uma função social.

Com base nessas experiências, relatadas a seguir, e na opinião de especialistas, respondemos a nove questões sobre alfabetização, mostrando ser possível formar leitores e escritores competentes em qualquer estágio do desenvolvimento.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br

DICAS....

Caro professor,

A nova Lei de Diretrizes e Bases exige do professor da educação básica curso superior. Além disso, a LDB institucionalizou que os profissionais da educação devem participar da elaboração do projeto pedagógico da escola. Essas mudanças exigem dos educadores atualização constante dos saberes necessários à prática pedagógica.

As instituições que de alguma forma têm como interlocutor direto o professor, caso das editoras escolares, não podem se eximir do compromisso real de participar dessa empreita valiosa que é a formação desse profissional.

Foi pensando nisso que a editora Scipione acaba de lançar a coleção Percursos.

O currículo da Educação Infantil

O primeiro título da coleção, O currículo na educação infantil: Diálogo com os demais elementos da proposta Pedagógica, de Vitória Faria e Fátima Salles, contribuirá para a compreensão das mudanças nos processos de ensino e aprendizagem decorrentes da inclusão da criança de seis anos no ensino fundamental.

O grande desafio dos profissionais das Instituições de Educação Infantil no momento é organizar o currículo e articulá-lo com os demais elementos da proposta pedagógica. Essa proposta deve ser pensada a partir da concepção da criança como um sujeito em construção, que tem seus próprios saberes sobre o mundo que a cerca.

Portanto, a obra articula três elementos fundamentais na construção da proposta pedagógica: a) a legislação, ou seja, o papel das secretarias de ensino e as normas estabelecidas para a organização do currículo: tempo, espaço, equipamentos; b) As diferentes relações das crianças com os conhecimentos da natureza e da cultura. Neste caso, destaca-se o processo de aquisição da linguagem escrita, mas os conhecimentos matemáticos, a importância da linguagem musical e plástica também são tratados; c) O currículo em ação, as autoras fornecem referenciais práticos para os professores, baseados em vivências de educadores em diferentes situações.

As autoras

Vitória Líbia Barreto de Faria é mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Lecionou em cursos de formação inicial de professores em nível médio, graduação e pós-graduação. Participou da Coordenação Pedagógica e da elaboração do material didático do Programa de Formação Inicial de Professores em Exercício na Educação Infantil do MEC (Proinfantil). É autora de vários artigos sobre Propostas Pedagógicas, Currículo, Alfabetização e Letramento, publicados em livros, revistas especializadas e também no site Alfabetização e Letramento, da Editora Scipione. Atualmente é editora de conteúdos da Revista Criança, programa do Ministério da Educação. Presta também consultoria pedagógica para as Secretarias de Educação de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima, em Minas Gerais.

Fátima Regina Teixeira de Salles Dias é especialista em Educação Infantil. Desde 1982, atua na área de Educação Infantil. É autora de artigos e livros sobre Educação Infantil, Currículo e Propostas Pedagógicas, Alfabetização e Letramento. Coordenou projetos de formação, em nível médio e superior, de professores de educação infantil, presenciais e à distância, dentre eles o Programa Emergencial de Habilitação de Professores de Educação Infantil em Exercício, organizado por várias universidades mineiras, do Proinfantil, do MEC e do módulo de Educação Infantil da Universidade Aberta do Brasil/UFMG. Atualmente é assessora técnica da Pró-Reitoria de Extensão da UFMG e integrante do Núcleo de Estudos Infância e Educação Infantil (NEPEI). É consultora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Contagem e de escolas da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Projeto Alfabetização e Letramento

Recentes alterações na legislação brasileira determinaram a obrigatoriedade da matrícula das crianças de seis anos no ensino fundamental. No site da Editora Scipione, você encontrará o Projeto Alfabetização e Letramento, com artigos e podcast, abordando temas fundamentais sobre o assunto. Confira!

Acesse o site: www.scipione.com.br

COLEÇÃO PENSAMENTO E AÇÃO NO MAGISTÉRIO


Coleção Pensamento e Ação no Magistério



Coleção Do arco-da-velha


Coleção DÓ-RÉ-MI-FÁ


Coleção Histórias de contar


Coleção Primeiras decisões


Série Sonhar para Acordar


Títulos avulsos