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Fonte do Site: http://www.cidadedasabelhas.com.br/aprenda.htm


Olá, é um prazer ter sua companhia !
"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem."
( Carlos Drummond de Andrade )


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| Calma faz bem à alma Melhore seu ambiente de trabalho | Dê um tempo no stress! Pratique atividades físicas | Acredite!!! Tudo tem limite... Não ultrapasse o seu! |
| Não fique distante... seja participante!!! Participação é integração | Arrumar e organizar é só começar... Reestude e organize seu dia! | Automedicação não é solução... Doente? Procure um médico |
| Por favor, não fume! | Jogue o papel no lixo | Lave as mãos depois que usar o banheiro |
| Mantenha este lugar limpo | Aperte a descarga após usar o vaso | Lave as mãos antes das refeições |

| Na história "Almir, um garoto especial" da revista Mônica 27 já retratamos um pouco do cotidiano do deficiente.
Cheguei à fábrica, na área industrial de Curitiba, pelo meio de uma tarde bonita de sol. O Plínio, proprietário da indústria, veio me receber com sorrisos, abraços e a simpatia típica que o acompanha até hoje em todos os momentos. Estava ansioso para me mostrar sua linha de produção, de onde saíam diversos artigos da "Turma da Mônica". Tudo em plástico. Depois do clássico cafezinho, iniciei o "tour" pela indústria. Impecável, limpinha, pintadinha de novo, com tudo no lugar certo e funcionários uniformizados, realizando suas tarefas com aparente satisfação. Mas comecei a notar alguma coisa diferente a partir de nossa passagem por um setor da fábrica onde o ruído das máquinas era quase que ensurdecedor. E apesar disso, todos os operários trabalhavam sem proteção nos ouvidos e não manifestavam insatisfação. Foi quando Plínio, meio aos berros, me informou que todos, ali, eram surdos. Ele os contratava justamente porque aquele tipo de trabalho exigia máquinas muito barulhentas. No setor seguinte havia dezenas de operários montando pequenas peças, encaixando-as, num trabalho mecânico, monótono, repetitivo. Plínio me informou que eram operários com um tipo de deficiência que impelia a repetir gestos com extremo cuidado e precisão. Mais adiante, outros deficientes físicos trabalhavam em máquinas que podiam ser operadas com uma só mão. Nas bancadas seguintes, operários sentados manipulavam e mostravam novos produtos ao lado das cadeiras de rodas que usariam, depois, para irem embora. A telefonista também estava entre os funcionários com deficiência física. Trabalhava sem as pernas mecânicas, encostadas a um canto até o sinal da saída. Mas uma sua colega terminara seu turno. E já se encaminhava para a porta. Plínio me chamou a atenção para que eu observasse sua passagem pelo pátio, pelo jardim, até que ela chegasse ao portão da fábrica onde permaneceu à espera do ônibus da empresa. Era cega. Mas dominava totalmente o conhecimento espacial do lugar. Nem usava bengala branca. Mas não havia apenas ela, de deficiente visual. Outros operários, treinados para conferir qualidade e resistência em alguns dos produtos da firma, compunham o grupo de cegos. E como a vida não é só de trabalho, nos intervalos para o almoço ou café, esses operários vinham até uma quadra especial montada pelo Plínio onde praticavam um incrível futebol. Para tanto, a quadra era marcada com linhas em alto relevo para indicar limites da área de jogo, do meio do campo, da pequena área, proximidade do gol... E a bola era recheada de guizos. De volta ao meio da fábrica, outra novidade naquele tempo: uma "gaiola" de vidro, com exaustor, pequena, pouco confortável, para os fumantes. Com vistas à segurança e ao bem-estar dos não fumantes. E havia mais vagas a serem preenchidas por deficientes na indústria do Plínio. Mas boa parte dos candidatos não tinham condições de sair às ruas em segurança para se dirigir ao trabalho. Ruas com calçamento inadequado, calçadas sem rebaixamento para cadeiras de rodas, desrespeito à faixa de pedestres, impediam o acesso. Essa visita que eu fiz à fábrica de Curitiba já tem bom tempo. Depois disso, em diversas cidades do país, já há providências para que os deficientes físicos gozem do seu direito de trabalhar e exercer sua cidadania. Felizmente. Mas ainda há um longo e difícil caminho pela frente. Infelizmente. |
| DORINHA, DEFICIENTE VISUAL, É NOVA INTEGRANTE DA TURMA DA MÔNICA |
| Segundo Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, Dorinha mostrará aos amigos uma nova maneira de ver a vida: "Ela vai mostrar às crianças como ouvir o som do mundo, sentir seus perfumes e sugerir a inclusão, onde todos se tratam de igual para igual". Dorinha aparece em sua primeira historinha com roupas fashion, corte de cabelo moderno, óculos escuros e com uma bengalinha na mão. A garota só anda acompanhada de seu cachorro labrador, chamado Radar, que serve de guia. Extrovertida, ela logo faz amizade com a turma e decide brincar com os novos amigos, surpreendendo todos com sua capacidade de sentir o mundo através do tato, da audição e do olfato. O nome de Dorinha foi escolhido em homenagem a Dorina Nowil, uma mulher que perdeu a visão quando ainda era criança, mas não se abateu: ela enfrentou o problema e hoje é um exemplo de força com sua Fundação Dorina Nowil, que trata de cegos. O Brasil e os deficientes visuais Segundo o Conselho Brasileiro de Oftamologia, no Brasil existem 1,2 milhões de cegos e 4 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que, em média, 500 mil crianças ficam cegas anualmente. Mauricio de Sousa decidiu abordar o tema em suas historinhas para mostrar que as crianças cegas têm a mesma capacidade de aprender, sentir e brincar que as outras. "No Brasil, as crianças deficientes são segregadas. Nos quadrinhos poderemos mostrar do que elas são capazes. Tanto que a Dorinha vai participar das aventuras como qualquer outro personagem", afirma o desenhista. Fonte: UOL Crianças - 22/11/2004 |